terça-feira, 23 de agosto de 2011

[Fotojornalismo] Sobre os certificados

Para a obtenção do certificado de participação na V Semana de Fotojornalismo, é necessário o comparecimento em pelo menos três dias, em qualquer uma das atividades ou nas duas (workshop e palestra). A quarta-feira (Saída Fotográfica) não é considerada.

Os certificados serão entregues no dia 02 de setembro, durante o coffee end. Caso você não possa retirar o seu nessa ocasião, enviaremos para o e-mail que você usou para se inscrever na Semana. Se preferir, você poderá buscá-lo na Jornalismo Júnior.  É necessário ligar antes para ter certeza de que o responsável estará presente.

Jornalismo Júnior
(11) 3091-4085
Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443
Bloco A - Sala 33
Cidade Universitária

[Fotojornalismo] Mayra Rodrigues Gomes

Mayra Rodrigues Gomes, Professora Titular do Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA-USP, possui Bacharelado e Licenciatura em Filosofia, Mestrado e Doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo, Pós-Doutorado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Livre Docência em Ciências da Comunicação também pela Universidade de São Paulo.

Sua atuação tem sido ampla em relação às áreas de Comunicação, Linguagem, Psicanálise e Filosofia. Seus estudos levam em conta a produção midiática e o jornalismo como temas principais, realizando reflexões e projeções no que concerne a área. Mayra ainda tem algumas obras publicadas sobre o jornalismo. Dois exemplos são os títulos: “Poder no jornalismo” e “Ética e jornalismo”. Além disso é líder de três grupos de pesquisa na Universidade de São Paulo: “Comunicação e censura”, “Liberdade de expressão: Manifestações no jornalismo” e “Midiato – Grupos de estudos de linguagem: Práticas Midiáticas”.

Mayra Rodrigues Gomes participará da mesa redonda cujo tema será “O poder do fotojornalismo para formar ícones”. Juntamente dela, estarão presentes no debate Helouise Costa e Atílio Avancini. A discussão ocorrerá no primeiro dia da V Semana de fotojornalismo, dia 29/08, às 15h.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

[Fotojornalismo] Sobre os sorteios

O último dia da V Semana de Fotojornalismo não só dos autores das três fotos vencedoras receberão prêmios! Nós vamos sortear diversos livros de fotografia e um curso.

Para participar você tem que comparecer a pelo menos três dos quatro dias de palestras (a saída fotográfica não conta), sendo que um deles precisa ser a sexta-feira. Quem cumprir esse requisito vai receber um número, que será usado para o sorteio.

Caso a pessoa sorteada não esteja presente no momento do sorteio, um novo número será chamado.

Os premiados pela saída fotográfica não poderão participar dos sorteios.

[Fotojornalismo] Atílio Avancini

atilio

Fotógrafo e professor dos cursos de Editoração e Jornalismo na ECA/USP, Atílio Avancini participará da Mesa Redonda “O poder do fotojornalismo para formar ícones”, no dia 28 de agosto, e do Workshop, no dia 30, ambos durante a 5ª Semana de Fotojornalismo.

Avancini nasceu em 1953 na cidade de São Paulo. Formou-se em Engenharia Civil pela FAAP em 1977, mas iniciou uma especialização em Arte e Educação em 1995. Mais tarde, seguindo o caminho da Comunição, tornou-se mestre e doutor em Ciências da Comunicação – Jornalismo pela USP. Tem em seu currículo trabalhos como: fotografias e registros da dança do professor e dançarino alemão Rolf Gelewski (1930-1988); participação no grupo de fotógrafos FotoViva, em Salvador, e Museu Lasar Segall, em São Paulo; atuação na agência Angular de Fotojornalismo (SP); fotografias de Budapeste, capital da Hungria, que renderam uma exposição no MASP, em 1989, além de outros inúmeros trabalhos e projetos acadêmicos. Seu livro Atílio Avancini – Coleção Artistas da USP mostra em 72 fotografias preto-e-brancas o cotidiano de 12 cidades do mundo. Em Entre Gueixas e Samurais: Fotografias e Relatos de Viagens, Atílio conta sua experiência de um ano pelo Japão, através de textos e fotos.

Para se inscrever na V Semana de Fotojornalismo, clique aqui

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

[Fotojornalismo] V Semana de Fotojornalismo

Cartaz Semana de Foto

A Jornalismo Júnior gostaria de convidá-lo para a V Semana de Fotojornalismo.

A Semana de Fotojornalismo é um evento anual que se alia ao objetivo da empresa de promover e compartilhar conhecimento entre profissionais e estudantes.

Nesta edição, o tema principal é “Ícones”. O evento ocorrerá do dia 29 de agosto a 02 de setembro no Auditório Ariosto Mila, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAUUSP).

Para as palestras, contamos com a presença de fotógrafos como Marcio Scavone, Caio Guatelli e Dirce Carrion.

No dia 31 de agosto, ocorrerá a saída fotográfica. As fotos tiradas pelos participantes participam de um concurso e são premiadas no último dia. Outras informações sobre a saída serão dadas no começo da Semana.

Inscrições

Para fazer sua inscrição para a semana, clique aqui e preencha o formulário. As inscrições são gratuitas e obrigatórias para os interessados em ganhar o certificado, que será entregue a todos que compareçam a pelo menos três dias de palestras (a saída fotográfica não está inclusa).

Como o workshop tem vagas limitadas, para participar dele você deve se inscrever aqui (mesmo que você já esteja inscrito para a semana).

Local

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP - FAUUSP

Auditório Ariosto Mila

Rua do Lago, 876 – Cidade Universitária

05508-080 São Paulo-SP

Programação

29/08

15h Mesa redonda “O poder do fotojornalismo para formar ícones”, com Mayra Rodrigues Gomes, Helouise Costa e Atílio Avancini

30/08

14h Workshop de fotografia – vagas limitadas

15h Palestra “Lugares”, com Dirce Carrion e Caio Guatelli

31/08

Saída Fotográfica

01/09

15h Palestra “Crenças”, com José Cordeiro e Wagner Souza e Silva

02/09

15h Palestra “Pessoas”, com Marcio Scavone e Priscila Prade

17h Premiação da Saída Fotográfica e Coffee End

domingo, 14 de agosto de 2011

Crítica musical e Jornalismo

João Vitor Oliveira                                                                                                 jvascon.oliveira@gmail.com

Em 1984, Nasi, vocalista do Ira, foi à Folha de São Paulo e tentou agredir o jornalista Pepe Escobar, após crítica feita por este ao rock paulista. Ninguém gosta de ser julgado negativamente, ninguém gosta de ver seu cantor favorito mal falado, mas a crítica musical vai muito além da mera opinião do jornalista. “Não é a simples exposição do gosto”, é o que diz Carlos Calado, no ramo desde a década de 1980, em entrevista concedida por telefone.

Não é a toa que os jornais impressos abrem espaço para a crítica musical, afinal, ela é, antes de tudo, jornalismo. Seu texto deve ser atraente do ponto de vista jornalístico. Não se pode desvincular dessa área de atuação, por exemplo, o valor da imparcialidade. O crítico musical, segundo Calado, deve analisar as obras sem quaisquer preconceitos, transmitindo ao leitor seus principais aspectos. “A função é, antes de tudo, respeitar o público, não menosprezá-lo, fornecer elementos para ele tomar suas decisões”.

Atualmente, porém, a área sofre mudanças significativas, assim como todo o jornalismo cultural do meio impresso. “O espaço para a crítica tem sido reduzido radicalmente (...) Isso está ligado com uma redução que o próprio espaço dos cadernos culturais tem nos jornais. Um caderno cultural como a Ilustrada chegou a ter, 20 anos atrás, 50% a mais de espaço”, estima Calado.

Essa redução acaba distorcendo as formas e funções da crítica. Com menos espaço, elas passam a ter menos conteúdo, passam a ser mais “ralas”, como o próprio entrevistado define. Ao invés de análises trabalhadas, os jornais têm preferido adotar o modelo americano da prática de atribuir estrelinhas, avaliações numéricas às obras, somente classificando-as como boas, ruins ou regulares. Para Calado, isso faz com que cada vez mais o crítico tenha o simples papel de dizer para o leitor: “eu estou decidindo para você se você deve ou não comprar este produto”.

Além disso, a diminuição do espaço repercute sobre o trabalho do próprio crítico musical. Se em décadas passadas já era difícil encontrar alguém que se ocupasse somente disso, hoje é praticamente impossível. O jornalista, atualmente, faz um pouco de tudo. Assim, não é possível definir o cotidiano de um crítico de música, a área é somente uma das várias ocupações dele.

Outra mudança relatada por Calado é a crescente especialização dos jornalistas da área. Não raro vemos aqueles que se definem como “crítico de rock”, ou “crítico de MPB”, por exemplo. “Eu venho de uma geração eclética, que ouvia praticamente todos os tipos de música”, comenta, explicando a importância maior que o rádio tinha na sua juventude.

Carlos Calado já cobriu shows e festivais de música em diversos países e escreveu vários livros sobre música. Trabalhou como crítico musical na Folha Ilustrada, de onde saiu em 1994, mas continua exercendo o papel em casa. Para quem se interessar em conhecer seu trabalho, ele reproduz boa parte de seus textos (críticas, reportagens, entrevistas) em seu blog Música de Alma Negra.

Jornalimo Internacional

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terça-feira, 21 de junho de 2011

Um correspondente no Brasil

Beatriz Montesanti                                                                     bmontesanti@gmail.com

O lide de uma notícia do jornal de hoje inicia:

PSDB e DEM participaram nesta segunda-feira de um ato de demonstração de união entre os dois partidos, abalada nos últimos meses pela criação do PSD, legenda comandada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que tem atraído políticos dos dois partidos.

Embora seja uma notícia atualíssima, não há grandes novidades: utiliza-se uma estrutura padrão para um assunto da rotina nacional política. No entanto, imagine escrever sobre o mesmo acontecimento com este diferencial: seu leitor não sabe o que é PSBD, DEM ou sequer Gilberto Kassab. Ainda, sabe apenas vagamente o histórico político brasileiro.

Esse é o trabalho de Todd Benson, da Thomson Reuters. Com um português fluente e uma bagagem mais que satisfatória do quadro político-social brasileiro, o jornalista deve escrever tudo o que sabe para quem nada sabe: o público internacional. “Em tragédias humanas, a cobertura é muito similar. Já em política a quantidade de contexto que você precisa colocar é bem maior”, explica o jornalista.

Segundo Todd, o trabalho de um correspondente não é exatamente como se imagina: “Tem-se a imagem de uma vida muito glamorosa, divertida, porém o foco das notícias no mundo é cada vez mais econômico. Nossa rotina é quase a mesma de um trade financeiro”. Ao mesmo tempo, há também o lado mais elaborado, no qual o jornalista pode trabalhar em reportagens especiais: “É o motivo pelo qual gostamos de jornalismo, por isso todos procuram tempo para fazer essas coisas”.

O americano também comentou sobre cobertura internacional em áreas de conflito. Embora nunca tenha sido enviado para uma zona nevrálgica, participou de um curso de treinamento de uma semana, fornecido pela Reuters: “Como se proteger em situações de guerra e protesto”. Ali foi recomendado a nunca andar sozinho, usar sempre colete a prova de balas e atualizar os editores constantemente.

A preocupação com a segurança dos repórteres é cada vez maior, a ponto de haver uma série de editores gabaritados cujo trabalho não esta relacionado com a produção da notícia em si, mas sim em certificarem-se de que os procedimentos certos são realizados e por onde andam seus funcionários.