terça-feira, 7 de junho de 2011

[Evento] Histórias que se contam: o jornalismo em grandes reportagens - teaser



José Hamilton Ribeiro e sua Realidade

Por Paula Peres

hamilton

José Hamilton Ribeiro nasceu em 29 de agosto de 1935, na cidade de Santa Rosa do Viterbo, interior de São Paulo. Iniciou o curso de jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, mas no penúltimo ano do curso foi convidado a deixar a faculdade por ter participado de uma greve de estudantes. Ironicamente, 19 anos depois, voltou à faculdade como parte do corpo docente. É formado em direito pela Universidade de Uberaba.

Seus mais de 50 anos de carreira lhe renderam sete prêmios Esso de Reportagem, Personalidade da Comunicação e o título de ‘Rosto do Jornalismo brasileiro’ da Revista Ícaro. Considerado um dos maiores nomes na correspondência de guerra, a profissão parece mesmo ser sua vocação: Se eu fosse fazer outra coisa, na certa não seria feliz.”, afirma em entrevista dada à Associação Brasileira de Imprensa, no ano de 2005.

Em 1968, cobrindo a Guerra do Vietnã, embrenhou-se pelas matas do país com o fotógrafo japonês Keisaburo Shimamoto e acabou sofrendo um acidente: uma mina terrestre lhe amputou a perna esquerda. No livro “O gosto da guerra”, José Hamilton relata de maneira intensa e emocionante o drama por ele vivido.

O jornalista fechará o ciclo de apresentações do evento “Histórias que se contam: O jornalismo em grandes reportagens” autografando o livro “Realidade Re-vista”, de autoria própria e de seu amigo José Carlos Marão. O livro reproduz algumas das principais reportagens publicadas na revista, entre os anos de 1968 e 1969, época considerada o auge da publicação, que encerrou suas atividades no ano de 1976.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Sérgio Dávila: Jornalismo de Guerra

Roberta Barbieri

Sergio Davilla

O segundo dia do evento Histórias que se contam: o jornalismo em grandes reportagens terá a presença do jornalista Sérgio Dávila, que dará a segunda palestra. Atualmente, ele é editor executivo do Jornal Folha de São Paulo, mas nesse mesmo veículo já foi correspondente em Washington, editor da Ilustrada e colunista da “Revista da Folha”. Além disso, já trabalhou nas revistas “Veja SP” e “Playboy” e como comentarista internacional do telejornal “SBT Brasil”. Também foi crítico de cinema e cobriu 4 vezes o Oscar.

No entanto, sua especialidade é o Jornalismo de Guerra, tema de sua palestra. Entre os anos de 2000 e 2003, Dávila foi correspondente da Folha em Nova York e cobriu o atentado terrorista de 11 de setembro. Com isso escreveu o livro "Nova York - Antes e Depois do Atentado", no qual ele escreve o cotidiano da cidade antes do atentado e as mudanças que ocorreram depois dele, como trabalho dos bombeiros e o clima de pânico que pairou sobre a cidade.

Além disso, Sérgio Dávila foi o único repórter brasileiro a cobrir a Guerra do Iraque em Bagdá, junto com o fotógrafo Juca Varella. Depois dessa experiência ele escreveu o livro "Diário de Bagdá - A Guerra do Iraque Segundo os Bombardeados" que é em formato de um diário e narra os principais fatos vividos por ele durante essa cobertura.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Perfil jornalístico: Sergio Vilas-Boas

por Caroline MonteiroSergio Vilas-Boas

Sergio Vilas-Boas é considerado um dos maiores especialistas em narrativas biográficas. Mestre e doutor pela ECA/USP, o jornalista trabalhou em jornais durante dez anos e colaborou com a fundação da Academia Brasileira de Jornalismo Literário (ABJL). Também é professor e já escreveu vários livros sobre biografias e perfis, como “Biografismo – Reflexões sobre as escritas da vida”, onde investiga e reflete sobre esse tipo de jornalismo, e “Perfis – E como escrevê-los”, que contém doze perfis de escritores renomados. Seu romance “Os Estrangeiros do trem N” foi premiado com o Jabuti (o mais importante prêmio literário do Brasil).

Em entrevista para o blog Digestivo Cultural, em 2008, Vilas-Boas disse que a revista Realidade “foi a melhor experiência brasileira de imitação do New Journalim norte-americano”, gênero jornalístico que tem como característica principal a mistura entre a narrativa literária e a jornalística.

O jornalista e escritor estará presente no 2º dia do evento “História que se contam: o jornalismo em grandes reportagens”, falando sobre Perfil Jornalístico.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Jornalismo Literário: Edvaldo Pereira Lima

por Luísa Granato

ed8

A segunda palestra no primeiro dia do evento Histórias que se contam: o jornalismo em grandes reportagens será de Edvaldo Pereira Lima, formado em Jornalismo e Turismo com mestrado e doutorado em Ciências da Comunicação. Sua principal atuação é em jornalismo, literatura da realidade, livro-reportagem e jornalismo literário.
Esse último é tema de sua palestra. Ele é autor de diversos livros sobre o assunto, como Páginas ampliadas: O livro-reportagem como extensão do jornalismo e da literatura, O que é livro-reportagem e Jornalismo literário para iniciantes, no qual ele aborda a adaptação das técnicas narrativas da ficção para o registro do acontecimento.

O jornalismo literário é uma forma mais humanizada de aprofundar uma reportagem, mostrando o ponto de vista mais pessoal e critico sobre a realidade. Um exemplo de livro-reportagem é Ayrton Senna: Herói de um novo tempo, também escrito pelo palestrante. Ele analisa em dois volumes não somente sua trajetória no esporte, mas sua simbologia para a sociedade e seu legado. O vinculo criado pela admiração do herói em brasileiros e estrangeiros é contado unindo história de pessoas comuns com a de Ayrton e de seu instituto, um projeto social que beneficia milhões de jovens a cada ano.

Edvaldo Pereira Lima já lecionou na Escola de Comunicação e Artes (ECA-USP), além de ser professor e co-fundador da Academia Brasileira de Jornalismo Literário. O objetivo da ABJL é promover o avanço e ensino do Jornalismo Literário no país. Por meio de cursos, a academia contribui para a melhor produção do gênero na imprensa brasileira, pois eles acreditam na evolução do jornalismo brasileiro por meio dessa fusão entre a narrativa e o jornalismo.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Grandes Reportagens: o dom do jornalista Ricardo Kotscho

por Jaqueline Mafra

SC São Paulo (SP) 26/11/2010 - Entrevista com o jornalista Ricardo Kotscho. Foto Michel Filho/Agência O Globo

O talento herdado de seu avô materno, um popular jornalista alemão, permitiu a Ricardo Kotscho se tornar uma referência na história do jornalismo brasileiro. De forma prodigiosa, começou sua carreira aos 16 anos e ainda muito jovem ingressou na equipe do jornal O Estado de S. Paulo um dos maiores da década de 1960.

No Estadão, Ricardo Kotscho enfrentou as repressões da ditadura militar e teve a oportunidade de escrever grandes matérias, como a cobertura da morte do General Castelo Branco, seu primeiro maior desafio, como também a Série das Mordomias, quando denunciou as regalias que os Superfuncionários do governo militar e pessoas ligadas a eles tinham. Essa última rendeu o prêmio Esso à equipe do jornal.

Depois das denúncias sobre os Supefuncionários, Kotscho se mudou para a Alemanha onde se tornou correspondente internacional pelo Jornal do Brasil. Na década de 1980 trabalhou na Folha de S. Paulo onde fez a cobertura da morte do Tancredo Neves. Em 2003 e 2005, exerceu o cargo de Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República no governo Luiz Inácio Lula da Silva. Escreveu 19 livros, dentre eles e A prática da reportagem (Ática), Serra Pelada: uma ferida aberta na selva (Brasiliense), Explode um novo Brasil — Diário da campanha das Diretas (Brasiliense) e Do golpe ao Planalto: uma vida de repórter (Companhia das Letras). Hoje escreve em seu blog Balaio do Kotscho.

Além do prêmio Esso também ganhou o Herzog, Carlito Maia e Cláudio Abramo, entre outros. Em 2008, foi um dos cinco jornalistas brasileiros contemplados com o Troféu Especial de Imprensa da ONU.

Com um caderninho sempre em mãos e dono de um grande espírito investigativo, Ricardo Kotscho fez do jornalismo uma opção de vida. Segundo o livro “Lugar de repórter ainda é na rua”, de Mauro Júnior e José Roberto de Ponte, para o jornalista, "ser repórter é bem mais do que simplesmente cultivar belas letras, se o profissional entender que sua tarefa não se limita a produzir notícias, seguindo uma fórmula científica, mas a arte de informar para transformar."

No evento Histórias que se contam: o jornalismo em grandes reportagens, Ricardo Kotscho contará suas experiências como jornalista, suas grandes reportagens, que escritas à moda antiga, ainda inspiram novas gerações.

terça-feira, 24 de maio de 2011

[Evento] Histórias que se contam: o jornalismo em grandes reportagens

 

image

A Jornalismo Júnior gostaria de convidá-lo para o evento Histórias que se contam: o jornalismo em grandes reportagens.

Com duração de três dias, o evento será composto de cinco palestras, que tem como objetivo aproximar o público de um fazer jornalismo diferenciado do padrão da grande imprensa: o lide, a pirâmide invertida, etc... Os temas abordados serão: jornalismo literário, de guerra, grandes reportagens e perfil jornalístico.

O evento ocorrerá nos dias 07, 08 e 09 de junho, na Casa de Cultura Japonesa, na Cidade Universitária.

Para as palestras, contaremos com a presença de Ricardo Kotscho, Edvaldo Pereira Lima, Sergio Vilas-Boas e Sérgio Dávila.

E, no último dia, nosso convidado será o jornalista José Hamilton Ribeiro, que falará sobre sua experiência profissional e sobre seu último livro, “Realidade Re-vista”, que traz algumas reportagens publicadas na saudosa revista Realidade, até hoje considerada um ícone de um jornalismo audacioso e bem-sucedido, bem como comentários e textos atuais sobre o grande projeto.

O livro estará a venda neste dia, e José Hamilton o autografará após sua palestra.

Inscrições

Para fazer sua inscrição, clique aqui e preencha o formulário. As inscrições são gratuitas. Elas poderão ser realizadas no dia do evento, mas estarão sujeitas à disponibilidade de lugares no auditório.

Data: 07 a 09 de Junho

Horário: das 14h às 18h

Local: Casa de Cultura Japonesa – USP

Auditório da Casa de Cultura Japonesa

Av. Prof. Lineu Prestes, 159

Cidade Universitária, São Paulo - SP

Programação

07/06

14hRicardo Kotscho – Grande Reportagem

16h30Edvaldo Pereira Lima – Jornalismo Literário

08/06

14h - Sérgio Vilas Boas – Perfil jornalístico

16h30 - Sérgio Dávila – Jornalismo de Guerra

09/06

15hJosé Hamilton

Venda do livro “Realidade Re-vista” com 20% de desconto (apoio Editora Realejo) e autógrafos por José Hamilton

quinta-feira, 5 de maio de 2011

[Internacional] Passo-a-passo para se tornar um bom jornalista internacional


Por Shayene Metri
shayenemt@gmail.com

Praticamente todo aspirante a jornalista já pensou um dia: quero ser um enviado especial, rodar o mundo fazendo o que eu gosto e conhecer as mais diversas culturas. Só que, para ser um bom jornalista internacional, não basta só a coragem de ir para um país em guerra ou o jogo de cintura para viver em um lugar com costumes tão diferentes.

Após uma conversa com José Antonio Lima, enviado especial da revista Época (já participou de coberturas como da Copa do Mundo na África e da atual crise do governo egípcio), separamos algumas dicas essenciais para quem quer concorrer às poucas vagas no jornalismo internacional.

1. “Estudei a contragosto o inglês, fiquei sete anos no curso obrigado pela minha mãe. Mas, se ela não tivesse me obrigado, eu não teria essa profissão hoje”, conta José Antonio Lima. O conhecimento de línguas é uma exigência básica no jornalismo internacional. O inglês é essencial, mas quantos mais idiomas você souber, mais diferenciais você possui na profissão.

2. Se você acha que, por ter acabado o colegial, nunca mais precisará estudar História e Geografia, desista do jornalismo internacional. “A pessoa deve entender o que está acontecendo no lugar. Muitas pessoas chegam na Redação sem ter conhecimentos básicos”, fala José Antonio Lima. O enviado especial não pode parar de estudar e deve se especializar, cada vez mais, nos países em que ele apresenta maior interesse.

3. Seja sociável com outros jornalistas que estão no mesmo país que você. Lima diz que “além deles poderem lhe passar novas informações do lugar, ficar em grupo traz mais segurança para o jornalista, quando se está em situações de risco como guerras ou revoltas”.

4. O enviado precisa ser rápido e curioso. Tanto para buscar informações do lugar antes da viagem (com amigos, na internet ou até mesmo dentro da Redação), quanto para conseguir informações do povo local. "Um bom jornalismo internacional é feito quando se dá voz às pessoas e a sua cultura”, aconselha.

5. Por último e mais importante: “fale sobre o que está acontecendo no lugar e, não, sobre o jornalismo feito sobre o assunto”, insisti José Antonio Lima. O enviado especial deve buscar temas novos, curiosidades e singularidades do povo local e dos acontecimentos.