terça-feira, 31 de agosto de 2010

[Fotojornalismo] Sobre a Saída Fotográfica

Início: 14h
Término: a cargo do participante
Tema: Contrastes
Organização: A Jornalismo Júnior fica na frente do Museu da Língua Portuguesa até às 16h30 para eventuais dúvidas (é necessário assinar uma lista de presença)

Sobre a foto:
Características: tamanho 13x18, fosca e com borda branca
Data de entrega (a foto deve estar impressa): até às 19h da quinta-feira (02/09) para alguém da organização

Sobre premiação
Prêmios: livros de fotografia e curso de fotografia
Colocações: até terceiro lugar ganha prêmio
Quando: final da palestra da sexta-feira, encerrando a Semana.

Bom trabalho e boas fotos!

[Fotojornalismo] Nota sobre certificados

Para a obtenção do certificado de participação na IV Semana de Fotojornalismo, é necessário o comparecimento em pelo menos três dias, em qualquer uma das atividades ou nas duas (workshop e palestra). A quarta-feira (Saída Fotográfica) não é considerada.

[Fotojornalismo] Definitivamente digital

Por Meire Kusumoto
meirekusumoto@gmail.com

Ormuzd Alves foi categórico ao dizer que a discussão sobre a digitalização em fotografia já está terminada. O fotógrafo e pós-graduado em cinema, que desde 1998 só trabalha com fotos digitais, diz que esse debate ainda cabe na área cinematográfica, que apresenta certa resistência para que se dê a transição. Em fotografia, entretanto, é apenas uma questão de tempo para que não seja mais possível sequer comprar filmes para câmeras ou então fazer a revelação de fotos. “Fotografia é fotografia”, constata Ormuzd.

Ele diz que o método antigo, com filme, era extremamente complicado. Além da preocupação com o peso e o manejo das câmeras antigas, também a insegurança do que aconteceria no laboratório era um problema no trabalho dos fotógrafos. Com a consolidação da fotografia digital, a visão geral da foto voltou para as mãos desses profissionais. Além disso, as câmeras digitais retratam, muitas vezes, o que as de filme não conseguem.

A informação é vista de uma forma nova, as agências de notícias não têm mais o que publicar e o espaço para grandes reportagens e ensaios fotográficos é encontrado na internet. Segundo Ormuzd, as preocupações agora são outras. Por exemplo, a de seleção dos momentos que podem ser registrados. “Tem fotos que eu vejo que não vale a pena tirar, apertar o botão”, defende.

Por outro lado, Ormuzd afirma que o trabalho do fotojornalista não mudou no sentido de que ele ainda tem de buscar a verossimilhança. “A gente tenta trabalhar a foto para que ela fique o mais parecida possível com aquilo que a gente viu”. “Ele tem de se virar, enquanto tem coisa acontecendo, você tem que correr atrás, jornalista é full-time”.

[Fotojornalismo] Dos soviéticos ao fotografês: como não trair o real?

Por João Saran
joaocarlossaran@gmail.com

Na União Soviética, aqueles que eram considerados traidores da pátria eram retirados das fotos oficiais. Assim, buscava-se reconstruir a história. No Brasil, uma revista masculina de grande circulação retoca as fotos das modelos. A alteração é feita com fins estéticos. É possível comparar os dois casos?

Para Ed Viggiani, pode-se aproximá-los no que se refere à maneira como nos dirigimos ao real. “Uma questão centraSDC11204l na fotografia digital é a da ética, o comportamento que teremos diante da realidade. Queremos contar o mundo como ele é ou criar um mundo ideal? Daqui a cem anos, tentaremos ver quem era a mulher brasileira através destas imagens retocadas e não será possível.”

Neste ponto, lança um alerta com relação à própria credibilidade da fotografia, já que nossa sociedade costumava enxergá-la como a representação mais fiel do real, um documento socialmente aceito de que algo aconteceu. “Uma publicação de grande circulação precisou publicar uma foto da foto que estava em sua capa e um texto sobre ela para tentar provar que não usava uma montagem”, lembra Ed.

No entanto, Ed Viggiani afirma que, profissionalmente, é praticamente impossível fotografar sem a tecnologia digital hoje em dia. Ele, fotógrafo há trinta anos, adotou a câmera digital há apenas um. Acredita que seu trabalho com máquinas analógicas era diferente. “Minhas fotos eram mais reflexivas, quadro-a-quadro, tudo parecia mais pensado. A instantaneidade do digital dificulta isso.” Com analogia bem-humorada, ainda falou sobre as conseqüências da popularização da prática fotográfica ocasionada pela nova tecnologia. “Estamos criando o fotografês, uma nova linguagem”, arremata.

[Fotojornalismo] Ed Viggiani

Em 1976, Ed Viggiani iniciou graduação em Ciências Sociais na Universidade de São Paulo, que não concluiu. Começou a carreira de fotojornalista em 1978, em São Paulo, como freelancer do Jornal da Tarde e da revista Manchete.

No início dos anos 1980, radicou-se em Fortaleza, onde trabalhou para o jornal O Povo e como assistente do fotógrafo Chico Albuquerque. Retornou à capital paulista em 1984, integrando a equipe das revistas IstoÉ e Veja. Em 1987, criou a Agência Fotograma Fotojornalismo e Documentação. Nesse período, colaborou nos jornais Folha de S. Paulo e Jornal do Brasil.

Em 1991, seu projeto Irmãos de Fé, sobre manifestações religiosas no Brasil, ganhou o prêmio The Mother Jones International Fund for Documentary Photography. No mesmo ano, recebeu o prêmio de melhor exposição da Associação Paulista de Críticos de Arte com a mostra individual Matando o Tempo a Golpe de Luz, realizada em São Paulo. Em 1992, passou a atuar como fotógrafo autônomo nas áreas editorial, institucional e de documentação. Em 1998, coordenou a exposição e a edição do livro Brasil Bom de Bola. No fim da década de 1990, participou do projeto Brasil sem Fronteiras. Em 1999, ganhou o Prêmio J. P. Morgan de Fotografia e, em 2006, publicou o livro Brasileiros Futebol Clube.Em 1976, iniciou graduação em Ciências Sociais na Universidade de São Paulo, que não concluiu. Começou a carreira de fotojornalista em 1978, em São Paulo, como freelancer do Jornal da Tarde e da revista Manchete.

[Fotojornalismo] Ormuzd Alves

Formado em Artes Plásticas e pós-graduado em Cinema, Vídeo e Fotografia, Ormuzd Alves é fotógrafo profissional desde 1980. No jornal Folha de São Paulo, no qual atuou de 1991 a 2003, foi responsável pela transição e implementação do uso da tecnologia digital no departamento de fotografia.

Hoje, além de ensaios para revistas, fotografa produções culinárias, sua mais recente especialização.

Ormuzd, como especialista na área de fotografia digital, também ministra cursos e palestras em todo Brasil.

Principais coberturas:

Jogos Olímpicos em 1996 e 2000

Copas do mundo de futebol em 1994 e 1998

Correspondente da revista Bizz em Londres, em 1986 e 1987

Exposições:

"O prazer do corpo em movimento" - Sesc Vila Mariana, 2001

"Carnaval divinal" - Sesc Vila Mariana, 2006.

[Fotojornalismo] Experiências de contrastes de luz

Por Meire Kusumoto e  Jéssika Gonzalez
meirekusumoto@gmail.com| jessika_g_m_@hotmail.com

O mundo está rodeado por contrastes. Mas, afinal, o que é isso? Essa foi a questão com que Bete Savioli iniciou seu workshop. O termo remete à propriedade visual que faz perceptível o limite entre um objeto e outro; não é uma característica específica da luz, mas sim uma relação que a envolve. Para exemplificar, a fotógrafa citou alguns trabalhos.

· Walter Benjamin descrevendo o “Retrato do Jovem Kafka”: devido à curva característica do filme em preto e branco, tem-se uma sensação de contínuo. Mostram-se todos os detalhes, diferentemente do que acontecia com a gravura.

· Jacob Riis: um dos primeiros a trabalhar com flash, procurava retratar os menos favorecidos por meio de contrastes de várias maneiras, em tom de denúncia. Usava fotos como ponto de partida para desenhos, e, em algumas delas, era imprescindível uma iluminação artificial.

· Lewis Hine: registrou o trabalho infantil nos Estados Unidos no começo do século XX. O viés de suas fotos era dramático, com utilização de “luz dura”.

· Josef Koudelka: viajou pela Romênia retratando o povo cigano, fazendo uso de contraste mais reforçado. “À medida em que esse fazer (fotográfico) vai se firmando, os fotógrafos começam a experimentar mais e a buscar alguns efeitos mais específicos”, diz Bete Savioli.

· Trent Parke: fotografou o território australiano e seus elementos, contando com diferentes variações que fugiam ao preto e branco.

· Alexandro Chaskielberg: inovador por um lado, pouco detalhista por outro, devido a seus contrastes exagerados. Contemporâneo que discute os limites da definição do fotojornalismo.

“A afirmação de que (a fotografia) é o real vem junto com o fazer fotográfico. A fotografia não é pura, não é absoluta”, discorre Savioli sobre a delicada fronteira entre a manipulação da imagem e o fato registrado em si.

Com a digitalização das fotos, a produção se expandiu, mas a o seu fazer se tornou menos pensado. Surgiu uma nova linguagem e uma certa padronização, porém, de acordo com Bete Savioli, “A fotografia é sempre uma surpresa”.

[Fotojornalismo] Regulamento da Saída Fotográfica

Jornalismo Júnior

Empresa Júnior de Jornalismo da ECA-USP

Regulamento Oficial – Concurso fotográfico da 4ª Semana de Fotojornalismo Jornalismo Júnior

Capítulo I – Das Disposições Gerais e Finalidades

Artigo 1º - O concurso fotográfico faz parte da programação da 4ª Semana de Fotojornalismo Jornalismo Júnior, tendo como finalidade principal desenvolver atividades culturais, bem como congregar estudantes, profissionais de jornalismo e interessados em fotojornalismo de maneira geral.

Capítulo II – Do Período de Realização

Artigo 2º - A Saída Fotográfica será realizada no dia 1 de Setembro de 2010 às 14 horas, na região do Parque da Luz.

§ Único – Data e horário do concurso podem ser alterados pela organização da 4ª Semana de Fotojornalismo Jornalismo Júnior desde que com prévio aviso.

Capítulo III – Da Organização e Execução

Artigo 3º - À J. júnior caberá a promoção, organização e execução do concurso fotográfico.

Capítulo IV – Das Participações e Inscrições

Artigo 4º - A participação no concurso fotográfico é aberta a todos interessados.

§ Único – A exceção deste artigo é feita aos membros da organização da 4ª Semana de Fotojornalismo Jornalismo Júnior.

Artigo 5º - A participação no referido concurso fotográfico é gratuita.

Artigo 6º - Os interessados deverão se inscrever presencialmente nos dias 30 ou 31 de agosto, ou através de e-mail para semanadefotojornalismo.jjr@gmail.com, contendo nome completo, número do Registro Geral (RG) e telefone para contato, durante o período compreendido entre 30 de agosto e 2 de setembro de 2010.

§ 1º - Também serão aceitas inscrições presenciais durante as atividades da programação da 4ª Semana de Fotojornalismo Jornalismo Júnior anteriores ao concurso.

§ 2º - A efetuação da inscrição só ocorrerá com a assinatura do concorrente em ata de presença, que ficará em poder da organização do concurso, no período da saída fotográfica.

Artigo 7º - Os participantes, ao se inscreverem no concurso, concedem à J. Júnior o direito de uso das suas fotografias para fins de cobertura e divulgação da 4ª Semana de Fotojornalismo Jornalismo Júnior.

Artigo 8º - Todas as imagens participantes do concurso serão expostas na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo a partir de sexta-feira, dia 03 de Setembro de 2010, por tempo indefinido.

Capítulo V – Dos Critérios de Julgamento

Artigo 9º - O Concurso Fotográfico presente na 4ª Semana de Fotojornalismo Jornalismo júnior terá como tema Contrastes.

§ 1º - Os participantes deverão entregar a foto inscrita com um título.

§ 2º - Os critérios de avaliação serão:

1º critério: caráter fotojornalístico

2º critério: adequação ao tema do Concurso

3° critério: estética

§ 3º - Os critérios têm o mesmo peso no julgamento das fotos.

§ 4º - Não será estabelecida qualquer técnica padrão, ficando os participantes livres para escolher sua técnica.

Artigo 10º - O corpo de jurados será formado pelos palestrantes convidados para a realização das atividades da 4ª Semana de Fotojornalismo Jornalismo Júnior.

§ Único – A divulgação do corpo de jurados fica à escolha da organização do concurso.

Capíulo VI – Das Revelações e Impressões

Artigo 11º - Os participantes deverão entregar à organização do concurso um número máximo de duas fotografias.

§ 1º - Os custos de revelação ou impressão ficam a cargo exclusivamente do participante.

§ 2º - As fotografias deverão estar em papel fosco com bordas brancas, no tamanho de 13X18 cm.

§ 3º - As fotografias entregues fora dos padrões estipulados por este regulamento estarão desclassificadas.

Artigo 12º - As fotografias devem ser entregues à qualquer membro da organização, até às 19 horas do dia 02 de Setembro de 2010.

§ Único – A não entrega das fotografias dentro do prazo estipulado por este regulamento acarretará na desclassificação do participante.

Capítulo VII – Das Premiações

Artigo 13º - Todas as premiações ficam a cargo da Jornalismo Júnior.

§ 1º - As premiações são suscetíveis a alterações pela organização do concurso sem prévio aviso.

Capítulo VIII – Das disposições Finais

Artigo 14º - A J. Júnior se exime de qualquer responsabilização por eventuais furtos, bem como qualquer infração judicial cometida pelos participantes ou sofrida pelos mesmos durante o período do concurso fotográfico.

Artigo 15º - O presente regulamento entrará em vigor logo após aprovação pela organização da 4ª Semana de Fotojornalismo Jornalismo Júnior e, após sua aprovação, este regulamento não poderá ser alterado.

Artigo 16º - Os casos omissos do presente regulamento deverão ser resolvidos pela organização da 4ª Semana de Fotojornalismo Jornalismo Júnior.

Para maiores informações, entrar em contato com Rafael Aloi Paschoal.

Contato: rafael.aloi@jjunior.org.br / (11) 9478-5001