quarta-feira, 10 de março de 2010

Passo a passo da Assessoria

Raissa Pascoal
raissapascoal@gmail.com

O trabalho do assessor de imprensa não se resume apenas à produção de releases. Um bom profissional é aquele que está informado sobre seu cliente e que planeja seu trabalho.

O primeiro passo, segundo Lúcia Nunes, é o plano de comunicação. “É sentar com a empresa para entender o que ela faz”. É necessário saber todos os processos do cliente, seu público e seus objetivos no ano. Após uma reunião como essa, o assessor deve montar planos: de mídia (para qual meio de comunicação vai mandar o release) e de crise (caso haja algum episódio negativo para empresa).

Depois de juntar essas informações, chega a hora de começar a divulgar as notícias. Lúcia adverte que a melhor forma de mandar um release via e-mail é direcioná-lo a uma pessoa específica. “Perco tempo, mas faço uma coisa nominal”. Além disso, o assunto do e-mail é o que atrai a atenção do jornalista. Nome da empresa, segmento que ela trabalha e local devem estar no título. A não colocação de anexos e colocação do seu contato no corpo do e-mail são outras dicas importantes.

O assessor deve lembrar que o trabalho dele não é publicidade. Os textos são notícias e não propagandas. “O trabalho do assessor é pulverizar a informação”, diz Lúcia. Ele também deve estar disposto a responder questões e acompanhar a publicação do material enviado para dar o retorno a seu cliente.

Mini-glossário de Assessoria de Imprensa

Raissa Pascoal
raissapascoal@gmail.com

Job, release, mailing, follow up, clipping, deadline. Os termos em inglês são recorrentes no vocabulário de um assessor de imprensa. Assim como em outras profissões, o Jornalismo tem seus jargões. Para trabalhar na área, o profissional deve saber o significado deles para não ficar para trás.

Job – é um trabalho que cabe ao assessor.

Release – é a notícia produzida pelo assessor sobre seu cliente.

Maling – lista de contatos com dados (nome, telefone e e-mail) de jornalistas.

Follow up – acompanhamento do recebimento do release pelos jornalistas.

Clipping – busca de tudo o que saiu do material enviado na mídia.

Deadline – prazo máximo.

Jornalista e assessor de imprensa

Raissa Pascoal
raissapascoal@gmail.com

Hoje, 85% dos assessores de imprensa são jornalistas. Porém, a antiga rixa entre jornalistas de redação e jornalistas assessores ainda existe, segundo Lúcia Nunes, diretora da agência LN Comunicação, na palestra Jornalismo & Comunicação. O que muda a relação entre esses dois profissionais é a qualidade do trabalho do assessor. “Se o assessor fizer um trabalho bem feito, torna-se um braço dentro da redação”, diz Lúcia.

A função da Assessoria de Imprensa é intermediar pessoas físicas ou jurídicas e a mídia. Produção de releases, treinamento de mídia e gestão de crises fazem parte do trabalho.

O que faz, no entanto, um bom assessor? Assim como jornalistas de redação, o assessor deve estar em dia com a leitura. Ele atende diversas áreas e, por essa razão, deve estar preparado para responder perguntas sobre seu cliente. “O jornalista precisa ler muito. O quê? Tudo.”, diz Lúcia. “Toda vez que você for atender um cliente, você precisa entender do assunto”.

Para aqueles que estão iniciando, Lúcia sugere trabalhar primeiro em redação e depois em assessoria. “O interessante é que você conheça bem o caminho da redação de um jornal”. Dessa forma, o assessor estará mais bem preparado para atender às expectativas de seus clientes.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Jornalismo & Comunicação

Jornalismo & Comunicação acontece no dia 10 de março, no auditório Freitas Nobre, CJE, às 17h.

A palestrante Lúcia Nunes é jornalista há 18 anos. Formada pela Universidade Metodista de São Paulo, já trabalhou em importantes veículos de comunicação, como o jornal Folha de S. Paulo e a Comcast Cable TV – maior TV a cabo do mundo. Nas áreas de comunicação corporativa e assessoria de imprensa, trabalhou na Eucatex e Elevadores Atlas. Atualmente é diretora da empresa LN Comunicação, da qual também é sócia-proprietária, localizada em São Bernardo do Campo.

Na palestra, Lúcia falará sobre Assessoria de Imprensa.

E-flyer Jornalismo & Comunicação

quarta-feira, 3 de março de 2010

Ciclo de Palestras Jornalismo &

O ano letivo começou e a J. Júnior tem um evento organizado para os calouros de Comunicação Social, principalmente de Jornalismo.

O Ciclo de Palestras Jornalismo & acontecerá nos meses de março e abril. Serão cinco palestras para abordar as várias vertentes da profissão. Comunicação, cultura, imagem, qualidade de vida e jornalismo são os temas.

A primeira delas acontece no dia 10 de março, às 17h, no Auditório Freitas Nobre do Departamento de Jornalismo e Editoração ECA-USP.

As palestras são abertas a todos os interessados. Não é necessário fazer inscrição.

Acompanhe a cobertura do evento aqui no blog e no twitter.

E-flyer Jornalismo &

Fotos da Apresentação do Departamento






terça-feira, 2 de março de 2010

Mídia Livre

Cinco empresas (e suas respectivas parceiras) concentram cerca de 90% da audiência no Brasil, segundo Venício Lima, em um artigo para o Observatório da Imprensa. Na palestra para os calouros de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da USP, Renato Rovai, editor da revista Fórum, diz que a tecnologia pode ajudar na mudança desse cenário. A web permite a construção de um jornalismo próprio, também chamado de mídia livre, que driblam essa concentração no espaço da comunicação.


As tecnologias de informação e as de telecomunicação estão entre os quinze setores de maiores fusões e aquisições no Brasil, entre 1994 e 2001, segundo uma matéria publicada no Estado de São Paulo, em 2002. Apesar dessas grandes fusões, o monopólio da informação foi perdido. Furos jornalísticos podem ser dados por um blog ou até pelo twitter (microjornalismo). Renato Rovai lembra da confusão que houve em torno da aluna da UNIBAN, Geyse Arruda – o furo foi dado inicialmente na internet.

O Editor da Fórum lembra ainda que se as grandes empresas recebem concessões e subsídios, “Por que não mandar esse capital para esse profissional independente?”, completa o jornalista.


Rovai indica ainda alguns livros para os futuros jornalistas:
Free (Grátis) – Chris Anderson
A Regra do Jogo – Cláudio Abramo
Caso da Escola Base: os abusos da Imprensa – Alex Ribeiro

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Apresentação do Departamento CJE

Na quarta-feira, 24, professores do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE) da Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP) deram boas vindas aos novos alunos. O prof. dr. José Luiz Proença, chefe do departamento, dividiu a mesa com os professores doutores José Coelho Sobrinho, José de Paula Ramos Júnior e Luiz Fernando Santoro.


De Paula lembrou que a Universidade de São Paulo, de 75 anos, é a primeira universidade brasileira. Ele frizou que agora os calouros pertencem a ela e devem saber aproveitar o que lhes é oferecido. "A primeira universidade é esta, que é a casa de vocês, é a nossa casa".

Os professores comentaram sobre a organização do corpo docente da ECA e sobre o famoso tripé da universidade, "Ensino, pesquisa e extensão". Os exemplos mais comuns para os graduandos são a própria graduação, iniciação científica e projetos como o Redigir, respectivamente.

O assunto continou pela linha do aproveitamento. Tanto no curso de Jornalismo como no de Editoração, os alunos praticam em disciplinas-laboratório, como produção de jornais e revistas. Mas além de práticas como essas, os professores defenderem a procura dos alunos por atividades que aumentem seu aprendizado e complementem o curso. Santoro deu os exemplos da Iniciação Científica e da participação nas Empresas Juniores.

Já ao fim da apresentação, o Jornalismo foi mostrado como uma profissão constantemente julgada. Colegas, editores, ouvintes e leitores estão sempre fazendo críticas, boas ou não, aos jornalistas. Diante disso, Coelhou ressaltou que os calouros "também são benvindos ao mundo adulto". O Jornalismo é algo que demanda dedicação, tempo e flexibilidade. Para finalizar, o professor resumiu a profissão em "um estado de espírito".