Raissa Pascoal
raissapascoal@gmail.com
Convidado para escrever um livro sobre o Jornal Nacional, William Bonner sabia que não poderia ser outra obra sobre a história do telejornal. “Esse livro é um xodozinho. Seria ridículo fazer outro da
história”. Diferente do livro do mesmo assunto publicado há cinco anos, a proposta do JN: Modo de fazer é mostrar como ele funciona. Âncora do JN há dez anos, Bonner diz que “não tem ninguém mais indicado para falar disso do que eu”.
“O livro não é muito grosso, tem umas letras grandes e está cheio de figuras”. Para Bonner, esta característica - além da importância do livro para entender o que é, como é feito e qual é o objetivo do telejornal -, é um incentivo para sua leitura.
Bonner diz que a publicação desmitifica sua imagem. Ele mostra que o JN não é feito só por ele, mas por uma legião de pessoas. A intenção é que os leitores compreendam perfeitamente como ele é feito. Para isso, todo o processo de produção é descrito.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
[Bonner] Bonner fala sobre seu livro
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[Bonner] A universidade na formação do jornalista
Raissa Pascoal
raissapascoal@gmail.com
Em uma sala da Escola de Comunicações e Artes, há 20 anos, José Coelho Sobrinho, professor da casa, disse para os alunos “Este grupo que está aqui vai ser um grupo de ponta no jornalismo brasileiro”. Um dos alunos era William Bonner.
Estudante de Publicidade, um tanto deslocado no grupo, Bonner aproveitava para assistir a aulas de outros cursos. Para ele, aproveitar tudo o que a mais importante universidade brasileira, a Universidade de São Paulo, oferece é uma oportunidade imensa.
Segundo Bonner, aqueles colegas que mais andaram pela USP foram os que se colocaram melhor no mercado. Neste ponto alguns poderiam dizer: “Mas o mercado está saturado e o diploma não é mais obrigatório”. Para estes, Bonner retruca: “O mercado não está saturado para bons profissionais de boas universidades”. Curiosidade, domínio da língua portuguesa e interesse pelo conhecimento humano, como História, Filosofia e Sociologia, fazem a diferença na profissão.
O editor-chefe do Jornal Nacional diz que colheremos bons resultados aqui dentro se soubermos aproveitar. Ele é a prova de que, mesmo sendo um estudante de publicidade cursando algumas matérias de jornalismo, o importante do “fazer jornalístico” é “pensar o jornalismo a todo instante” e em um plano abrangente
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domingo, 8 de novembro de 2009
[Bonner] O vício do Bonner
Yasmin Abdalla
yasmin.abdalla@gmail.com
William Bonner alcançou uma média de 211 mil seguidores no twitter desde sua entrada definitiva no microblog no começo de outubro. Isso representa que o jornalista teve uma média de 7.000 novos seguidores diariamente.
O apresentador do jornal nacional gostou tanto do Twitter que não passa um dia sem twittar, com uma média de 20 tweets por dia. Sua característica principal é a interação com seus seguidores.
Outro dia, antes de entrar no ar, pediu aos internautas sugestão de figurino: "Rápido. Camisa rosa. Paletó marinho. Sugestão de gravata". Milhares opinaram e ganhou a de cor bordô.
A partir dái, não parou sua conversa com os twitteiros: "Quem quer foto de Bonner de sunga diga: eu!". E publicou foto de sua infância. O apresentador entrou no Twitter e se descobriu: dedica grande parte de seus dias a conversar e revelar intimidades aos seguidores.
Em entrevista ao canal GNT, Bonner falou sobre a forma de utilizar o Twitter, ele prefere levar o microblog como uma brincadeira. Uma brincadeira que o colocou entre os twitteiros mais influentes do mundo, segundo um site americano de análise do microblog, Twitalyzer. O jornalista passou na frente de Marcos Mion e Luciano Huck, por exemplo, que estão entre os twitteiros mais famosos do Brasil.
Curiosidades do @realwbonner
fonte: Twitter Analyzer - última visita: 07/11/09
- Seguidores: 211.211 pessoas
- Alcance por tweet: 1.071.196 pessoas
- Principais tags utilizadas: #boanoite - #Rio16 - #keromeucop
- Palavras mais utilizadas: que - @realwbonner - não
- Dia que mais twittou: 1 de novembro de 2009, com 50 tweets
*Está por fora do Twitter (para falar a verdade nem sabe o que isso)? Achou esse texto uma mistura de termos estranhos e números? Saiba um pouco mais sobre essa febre que invadiu o Brasil e o mundo: http://www.twitterbrasil.org
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009
[Bonner] Curiosidades do Jornal Nacional
Rafael Aloi
Boa Noite! Os brasileiros já ouviram essas palavras serem pronunciadas mais de 4000 vezes por William Bonner e Fátima Bernardes. Porém, o casal mais famoso da TV brasileira está longe de alcançar a marca de 6000 “boas noites” de Cid Moreira, ao longo dos 27 anos em que o jornalista apresentou o Jornal Nacional.
Bonner só assumiu a bancada em 1996, junto com Lillian Witte Fibe, quando substituiu Cid Moreira e Sérgio Chapellin, a dupla que mais tempo permaneceu à frente do jornal, por 11 anos. Fátima Bernardes, por sua vez, só foi se sentar ao lado do marido em 1998.
A primeira mulher a apresentar o programa foi Valéria Monteiro, em 1992. E desde então elas vem fazendo história no programa. Em 1977, Glória Maria foi a primeira repórter a entrar ao vivo. E em 2002, Fátima Bernardes foi eleita a “Musa da Copa” pelos próprios jogadores da seleção.
Não só os apresentadores se alteraram nesses 40 anos, mas também o cenário, que é tão familiar a todos, já foi trocado 8 vezes, assim como o famoso tema de abertura que recebia sempre um arranjo novo acompanhando a mudança. Aliás, o estúdio que se vê ao fundo é onde a Rede Globo gravou cenas históricas, como o assassinato de Odete Roitman.
Mas os momentos mais marcantes da história do JN são as mortes de grandes personalidades. Quem não se lembra da famosa foto de Tim Lopes exposta no fundo da redação após o jornalista ter sido assassinado? Na morte de João Paulo II, o tema da escalada foi alterado. E em 17 de agosto de 1987, Cid Moreira levantou-se da bancada e declarou o poema “José”, em homenagem à morte de Carlos Drummond de Andrade. Entretanto, 6 de agosto de 2003 foi o dia mais emocionante do jornal, quando Bonner chorou ao ler uma carta escrita pelos filhos de Roberto Marinho, no dia da sua morte.
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009
[Bonner] Jornal Nacional: Modo de Fazer
Raissa Pascoal
Publicado em setembro deste ano pela editora Globo, no Rio de Janeiro, Jornal Nacional: Modo de Fazer é um livro comemorativo pelos 40 anos do Jornal Nacional. William Bonner, atual editor-chefe do JN, escreve a obra com a intenção de mostrar o telejornal através dos olhos de alguém de dentro.
O livro começa discorrendo sobre a estrutura da Rede Globo, que dá base para a produção do jornal. Bonner fala das emissoras afiliadas espalhadas pelo Brasil e do trabalho da equipe na apuração das notícias.
Após isso, o autor passa a mostrar o planejamento de um dia típico do JN. Bonner discorre sobre as reuniões realizadas ao longo do dia, o processo de decisão das pautas a partir de critérios de seleção, a apuração, a edição, o fechamento, até a ida ao ar.
No entanto, o JN não é feito apenas de dias normais. Nos dias atípicos, acontecem eventos inesperados, como a morte de uma figura importante ou atentados do PCC em São Paulo. Para dar contar de cobrir esses acontecimentos, a equipe do JN deve se organizar em pouco tempo para colocar a notícia no ar. Épocas de eleição também se incluem nesse campo.
Por fim, Bonner comenta sobre o estilo da linguagem do JN. Assistido por muitos brasileiros, de diversas origens e classes sociais, o texto do jornal é feito por pessoas que se preocupam com o entendimento de todos os telespectadores.
Os direitos autorais do livro foram doados a Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), onde será realizada a palestra com William Bonner na próxima segunda-feira.
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009
[Bonner] Vagas esgotadas!
As vagas para o seminário “JN: Modo de Fazer”, com William Bonner, estão esgotadas!
Para as pessoas que ficaram na lista de espera, não deixem de comparecer no dia 9 de novembro, às 9 horas da manhã, para o caso de alguma vaga livre no auditório.
Obrigado a todos, e até a palestra!
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[Perfil] William Bonner
Lucas Rodrigues
l.mariano.rodrigues@gmail.com
Publicitário, jornalista, escritor, locutor de rádio e apresentador de TV. Não são poucas as qualificações que preenchem o currículo de William Bonemer Júnior, mais conhecido como William Bonner. Nascido em 16 de novembro de 1963, em Ribeirão Preto, o âncora do telejornal de maior audiência do país teve que passar por diversas experiências até chegar ao cargo.
Formado em Publicidade e Propaganda pela Escola de Comunicações e Artes da USP, Bonner iniciou sua carreira como redator publicitário em 1983, na agência paulista Mass. O seu primeiro contato com o jornalismo aconteceu, porém, um ano depois, na Rádio USP FM, em que foi locutor.
Seu trabalho na TV começou em 1985, na Bandeirantes de São Paulo, como locutor e apresentador. No ano seguinte, foi convidado pela TV Globo, onde acumulou as funções de apresentador e editor do SPTV. Desde então, fez parte das equipes do Fantástico, do Jornal da Globo e do Jornal Hoje.
Em 1996, assumiu o Jornal Nacional, onde continua até hoje, ao lado de sua esposa Fátima Bernardes. Lá, participou de coberturas importantes como a dos atentados ao World Trade Center, das eleições presidenciais de 2005 e da morte do Papa João Paulo II.
Este ano, em comemoração aos 40 anos do Jornal Nacional, Bonner escreveu o livro “Jornal Nacional: Modo de Fazer”, em que explica a rotina e mostra os bastidores do programa. Em uma recente entrevista, o jornalista admitiu ser muito exigente como editor-chefe do telejornal, e que mesmo após tantos anos em frente às câmeras, não se sente confortável com a sua própria imagem: “Sou muito crítico, até hoje não gosto de me ver”.
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[BONNER] Seminário JN: modo de fazer
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